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Técnica Operatória

O paciente pode ser internado na véspera ou no próprio dia da operação. Como em qualquer intervenção cirúrgica no tórax anestesia geral é essencial.

A simpatectomia toracoscópica deve ser realizada em Centro Cirúrgico com sala de operações equipada para operações de alta complexidade.

Inicialmente o paciente é monitorizado e anestesiado. O procedimento se inicia com a punção de uma veia periférica pelo anestesista. Logo em seguida o paciente perde a consciência. Utilizamos a anestesia geral com intubação traqueal ou máscara laríngea, a critério do anestesiologista. Durante todo o procedimento, o paciente tem monitorizada sua pressão arterial não invasiva, eletrocardiograma, saturação de oxigênio e gás carbônico no sangue (oxímetro e capnógrafo).

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Utiliza-se a anestesia geral endovenosa, adequada ao procedimento em questão: pouco doloroso, indução e despertar (recuperação) tranquilos.

A operação é realizada com o paciente em posição semi-sentada com os membros superiores em abdução.

A técnica operatória evoluiu bastante após o advento da videotoracoscopia. A operação tornou-se bem mais simples, rápida e mais eficiente. Nos casos não complicados a operação é realizada utilizando-se duas incisões de 5-6 mm na região axilar. Através de uma delas é introduzida uma óptica de 4,5 – 5mm que está conectada a uma micro-câmera e a uma fonte de luz. A operação é realizada com um ou dois monitores de alta definição, que permite que o cirurgião realize o procedimento com grande precisão.

Já dentro da cavidade pleural, o cirurgião deve identificar com precisão a cadeia simpática. Visibilizada a cadeia simpática – devem ser claramente identificados os gânglios simpáticos, seu nível e sua relação com as costelas. Esse tempo é fundamental nessa operação e depende da bastante experiência do cirurgião e também da qualidade do equipamento.

Após cuidadosa e detalhada avaliação da cadeia simpática e dos gânglios é realizada a simpatectomia ou o bloqueio dos gânglios. A altura do bloqueio é decidida pelo cirurgião, que deve levar em conta diversos fatores, como a localização da hiperidrose, a idade, a relação peso/altura e outros fatores que o cirurgião ache importante em função de seu conhecimento e de sua experiência. O método utilizado para o bloqueio simpático (clipagem, ablação, ressecção) também são decisões que o cirurgião faz em função de vários fatores. A experiência do cirurgião e a escolha adequada fazem enorme diferença nos resultados imediatos e a longo prazo.

Terminada a simpatectomia os instrumentos são retirados, o ar que resta na cavidade pleural é retirado e o pulmão expandido. As incisões são fechadas com fio absorvível. O procedimento é repetido no outro hemitórax. Ao final da operação é feita uma radiografia do tórax ainda na mesa de operação.

A moderna simpatectomia por videotoracoscopia é operação relativamente simples. Exatamente por ser simples a operação deve ser realizada com extremo cuidado e cautela. O equipamento utilizado deve ser perfeito e adequado á preferência do cirurgião. Não há lugar para improvisações ou displicência. Trata-se de operação que é realizada sobre o sistema nervoso e consequentemente irreversível. A maioria das falhas técnicas são muito dificeis ou impossíveis de serem consertadas. Assim, pretende-se ter uma operação o mais perfeita possível.

Existem algumas alternativas táticas que podem ser utilizadas em casos selecionados em pacientes que preencham determinados critérios. Uma delas é realizar a operação com material de apenas 2mm – ópticas e pinças (Minisite, USSC). Não há incisões e cicatrizes, apenas a perfuração de uma agulha (“needlescopic sympathicotomy”).